27 de dezembro de 2010

Malásia

Berjaya Resort!

O sol está brilhando forte, a praia vazia, os macaquinhos correndo e pulando entre um coqueiro e outro! Não, não é um cenário tropicalista caetaneado na capa de um disco não, isso é Langkawi, uma ilha na Malásia onde eu estou agora!

Chegamos na Malásia dia 24 e a meia-noite eu estava em Penang, uma cidade famosa pela quantidade de empresa de componente eletrônico,dentro do taxi indo pro hotel, o que não me impediu de rezar um Pai Nosso e agradecer ao aniversariante por minha família e amigos que eu amo tanto!

A ceia de Natal foi comida Hindu, num buteco de rua de um país Muçulmano!

Então, de Penang pra Langkawi são 25 minutosde vôo, sobre o oceano Pacífico! Há 6 anos, mais de 50 pessoas morreram em Penang por causa do Tsunami mas aqui na ilha de Langkawi ele não passou!

Uma das piscinas do Resort


Nós estamos no Berjaya Resort e pegamos um chalé na floresta onde as portas, janelas e sacadas precisam estar fechadas 24 horas por causa dos macaquinhos que fazem a festa!

Chalés na mata são muito charmosos


O chalé fica no topo da montanha e carrinhos de golf vão e voltam conduzindo os turistas morro abaixo!

A praia é calma, tipo Ribeirão da Ilha em Florianópolis, e além dos coqueiros ainda tem uns quiosques com as espreguiçadeiras! Não tem outra né, está sendo praia o tempo todo. Ainda mais com garçon passando com cada coquetel...mais uma dose, é claro que eu tô afim!

Bom, estou blogando da praia, pelo Iphone, e agora eu vou aproveitar esse mar lindo que está dando a maior sopa!

23 de dezembro de 2010

21 de dezembro de 2010

Um amor: O Atlântico

Uma vez conversando com não-me-lembro-quem eu comentei sobre a minha fascinação com o Atlântico e como ele nos une e nos separa da África. E como seria mágico a travessia desse belo oceano. Pensando que se eu nadasse, em linha reta,  eu chegaria "rapidinho" até esse continente tão rico, tão forte e tão misterioso!

Quando criança, eu sempre viajava nessas águas, nessa aventura de um dia chegar até lá não sei onde. E todas as vezes, que eu tive a oportunidade de molhar meus pés nesse mar, imediatamente a imagem de cruzar fronteiras me vinha à mente.
Pensar em ir até a África sempre povoou meu imaginário, mas devido às minhas condições sócio-financeira de uma época tumultuada, eu não me permitia que esse imaginário virasse sonho simplesmente pela frustração que, eu tinha certeza, aconteceria. Ai ai, como é bom estar errada!

Eu tenho verdadeiro "vapor" de frustração e é por esse motivo que eu me libertei de "lista de final de ano". Era muito frustrante chegar dia 31 de dezembro ou 1 de janeiro e perceber que a lista não foi completada. Aquela auto-frustração acabava comigo. Dei um jeito nisso rapidinho, que foi me libertar dessa lista assustadora. Mais isso é outro papo...

Então, nos meus tempo de UFU, Universidade Federal de Uberlândia, o meu sonho era extremamente limitado. Eu coloquei limites e cortei as asas do sonho para que a frustração não corresse atrás de mim. Eu não ousava sonhar além mares, no máximo eu sonhava em conhecer o Brasil. Nem mesmo como estudante de artes, eu sonhava em visitar os museus esparramados pelo mundo onde eu poderia ver ao vivo e a cores aquelas obras que me fascinavam. Eu não me permitia sonhar além da minha tolhida realidade para que a frustração não tomasse conta de mim.

Engraçado...eu sonhava muito antes da morte do meu pai...minha prima Silvana e eu passávamos horas dentro do carro imaginando que nós estávamos viajando por esse mundão afora...mas depois que meu pai foi embora, meus sonhos foram com ele. Parece que nada tinha mais graça. Parece...
O simples ato de sonhar doía muito e eu passei a  ficar cada vez mais longe dessa válvula de escape emocional.

E a África entrou nesse pacote, assim como as viagens aos museus e o meu fascínio em cruzar o Atlântico...Esses sonhos de pré-adolescente foram arquivados e esquecidos no arquivo morto da minha memória.

Uma vez, ainda criança, na Praia Grande, estado de São Paulo, creio que eu estava com 9 anos de idade...e eu brincava na areia, construindo castelos ao vento. Meu pai então me chamou pra arrumar nossas tralhas para voltarmos pra Santos. Estávamos em férias escolares, aproveitando o mar que Minas não tem.
Meu Deus, eu me lembro como se fosse hoje...eu fui lavar as mãos, no mar, no Atlântico. Fiquei agachada, na beira do mar, esperando a onda quebrada morrer nas minhas mãos. E veio uma onda mais forte que as outras, e eu alí, com as minhas pequenas mãos abertas, esperando a vontade do mar pra lavar a areia grudada nas mãos de tanto brincar. Quando essa onda mais forte veio, eu sorri, olhei para o Atlântico lindo enorme e disse...não precisava tanto.
Lavei minhas mãos e fui ao encontro do meu pai que me esperava logo atrás de mim...

Anos mais tarde, escutando Meia-Noite de Chico Buarque, me lembrei desse fato, quando ele traduz a minha simples fala. O meu "não precisava tanto" nas palavras de Chico torna-se "e um oceano pra lavar as mãos".
Décadas mais tarde, após cruzar o Atlântico várias vezes, já morando na Suíça, eu me sento em frente a TV, sem nenhum objetivo, ligo no canal RTP de Portugal e a linda Dulce Pontes aparece na tela com o programa "Projeto Atlântico", cantando Meia-Noite! (O "Projeto Atlântico, era um programa espetacular, que toda semana colocava juntos cantores de língua portuguesa que viviam nos lados opostos do Atlântico)

Meu coração bateu acelerado, meus olhos se encheram de lágrimas e eu fiquei muito emocionada porque novamente o Atlântico me fazia feliz. Nesse dia eu voltei no tempo, sendo aquela menininha loirinha que só queria lavar as mãos.

20 de dezembro de 2010

Tédio Dominical

Pô, o tédio do Domingo estava gigante hoje. Já estava pra apelar, quando graças a Deus eu me lembrei dessa pérola do Rappa e sartei de banda.  

Faça um filho comigo!  
Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!

O tédio que eu me encontrava hoje estava daqueles de arrebentar! Daqueles enormes de comer um panetone inteiro e sozinha na frente da TV. E eu ainda estava sem dor, o que aumentava ainda mais o tédio com um T bem grande pra você, pra mim.

O lance é que eu não estava afim de sair e enfrentar o trânsito daqui num Domingo à tarde. Também não estava afim de fazer nada. Já tinha lido as revistas que comprei essa semana, Oprah and In Style. So cult!!, e também não estava com saco pra ler, pra ver TV, pra nada....Gente que dureza viu!

Aí, como uma Machado que se preze, olhei a minha volta e percebi que o chão iria ficar feliz com uma boa escovada. Ah, não deu outra. Fui até área de serviço, peguei o mop e o chão ficou limpinho em minutos. Mas e agora? O chão está limpo e o tédio sujou beleza! Nossa, não aguentei o trocadilho infame!

Tédio, Domingo, Tédio, Domingo, Tédio, Domingo, Tédio, Domingo, Tédio, Domingo, Tédio,  Domingo! De  acordo com o Aurélio eles não são sinônimos, mas eu duvido. Como não?!

Chão limpo, barriga super cheia de tanto panetone, e a insustentável e insuportável missão de existir num Domingo nublado, eu lembrei que eu moro em Taiwan e como não tem bar pra gente encher a cara, tem SPA pra gente aliviar a lida!

Um SMS e alguns minutos depois eu garanti meu lugar ao sol e lá fui eu pra uma massagem revigorante de 2 horas. Sério, quando eu me mudar daqui eu terei que levar a Ciara comigo ou...o trem ficará complicado!
Cheguei no Mania e SPA e assim que e a Ci colocou os olhos em mim ela disse: Well girl, are you dead? Só ela mesma pra me fazer rir, perguntando o óbvio. Na hora, ela já me deu aquele abraço, preparou a sauna e lá fui eu pra apimentar mais um dia que tinha tudo pra ser um nada! Depois da sauna, duas horas de uma super massagem que tem o poder de revigorar a minha alma. A Ci tem umas mãos abençoadas e ela adora o que faz e faz com gosto. A danada trabalha 6 dias pro semana, das 10 manhã às 10 da noite e está sempre com um super sorriso na cara e nunca demonstrou canseira nesses 3 anos que eu frequento o SPA. Além dela ter mesmo o dom, ela gosta muito do que faz e isso faz toda a diferença.

Deitar naquela maca/cama é mais que uma massagem, é uma terapia. A Ci e eu nos tornamos amigas de infância e eu adoro a sinceridade dela. Às vezes eu chego lá achando que o mundo acabou e ela me olha e consegue com uma simples frase me mostrar o tanto que eu estava fazendo tempestade num copo d'água e na hora eu percebo o quanto eu estava sendo tola.  Ela fala o que vem a cabeça, o que eu adoro. Sem nenhum filtro e sem nenhum constrangimento, na bucha, na lata!

Esse tempo no SPA me deu vida nova. 

Do SPA, eu passei no 7/11, uma loja de conveniência dos USA, que abre 24 horas e 365 dias por ano. Comprei meu leitinho, coca zero, cartão pro meu Iphone e suco de cranberry pra fazer um Cosmopolitan, aquele famoso coquetel do Sex and the City que por sinal ficou maravilhoso de gostoso.

Dirigindo de volta pra casa, mais ou menos umas 9 da noite, eu passei em frente ao Centro Cultural e estava tendo uma apresentação de teatro ao ar livre.  Óbvio que parei o carro e fui assistir! O palco estava lindo, muito colorido e uns 10 atores em cena. A produção parecia de uma ópera de tão requintada. Era um musical, mas eu não sei qual peça estava sendo encenada. Estava tudo muito bonito e bem produzido como dá pra ver nas fotos abaixo. A platéia estava toda absorvida por aquele duelo de espadas e brilho. 












Parafraseando Forrest Gump, Taiwan é como uma caixa de chocolates, a gente nunca sabe o que vai encontrar...por isso, ao sair de casa, tenha sempre uma câmera na bolsa, tenha sempre os olhos atentos ao inesperado, e o coração aberto à beleza da diversidade!


17 de dezembro de 2010

Aonde tenha sol

Meu Deus que frio, que gelo! Como que alguém pode ficar com tanto frio assim, sendo que lá fora, ou aqui dentro sei lá, está somente está 10C!!

Pensando bem, 10C é frio. Mas o lance é que eu já estava "acostumada" com os -20C da Suíça. Que tem uma explicação, isso tem....Mas quem disse que tremendo como eu estou, eu quero lá saber de explicação!!

Aqui em Taiwan, não tem aquecimento nas casas, o que não é algo assim tão distante pois por uns 30 anos da minha vida eu vivi sem aquecimento e não sei porque essas reclamação. Mas aqui é umido demais, e eu quero dizer demais da conta mesmo!
Nesse exato momento, 1:20 da manhã de sexta-feira do dia 17 de dezembro, a umidade é de 86%. O desumidificador está trabalhando puxado o dia todo pra tentar  retirar um pouco essa água toda mas o bichinho não está dando conta não.

Os dois aquecedores também suaram a camisa, coitados. Eles são portáteis e onde eu vou eu os levo. E aí, tento deixar os pés menos frios. 

A janela do meu quarto, hoje de manhã.



Aqui somente tem duas estações, uma muito chuvosa e outra menos chuvosa e a estação muito chuvosa começou com força total como dá pra ver na foto acima. Não é que aqui chove aquelas toros de lágrimas que a gente está acostumado lá no cerrado mineiro. A chuva aqui é mais pra uma garoa intensa que não passa nunca. Detalhe, nunca quer dizer uns 3 meses.

Só sei que eu estou com  muito frio. Pijama de flanela, Victoria Secret claro, tenta aquecer mas não consegue. Chocolate quente também faz parte do kit de sobrevivência mas assim que a caneca fica vazia, o frio volta pra dentro de mim.

Aném, parece que eu estou em Floripa, na década de 90! Pô, aquilo era frio demais! Como eu sobrevivi ao vento sul eu não sei! Aquele frio era cortante e eu não tinha as roupas certas, então eu parecia mais um robozinho com camadas e camadas de roupas e nada de me sentir aquecida.

Ai que bom que eu me lembrei disso. Até deu pra sentir um alívio no calafrio! 

Nessas horas de frio intenso, eu sempre berro "Aonde tenha sol, é pra lá que eu vou. Lá lararará, lararará!!" 


E é isso mesmo! Daqui uns dias eu vou para o sol, já que o sol não vai dar o ar da graça aqui por um bom tempo. Mas agora, agora eu vou é fazer meu chocolate quente e me enrolar no meu edredon e "drumi", como diria a Vó Maria!

14 de dezembro de 2010

Parabéns!


3 anos em Taiwan!
Heheheheheh

Um Toque Manual

Eu não sou nem de longe habilidosa com as mãos. Sou um desastre pra fazer minhas unhas, pra arrumar meu cabelo, e por aí vai. A lista é imensa, acreditem!
Isso sem contar que de um tempo pra cá, por causa da Fibromialgia, as coisas andam caindo muito da minha mão. Apesar de habilidade não ter muito a ver com equilíbrio... Não sou eu que as deixo cairem não, elas simplesmente pulam, despencam, assim do nada! A última catastrófica cena, foi em Rennes, na França, na casa do Gustavo e da Natália.
Manja: primeira vez que eu fui a casa deles isso sem contar que eu só tinha sido apresentado ao Gustavo há usna nos atrás. Bom, como eu adoro cozinhar eu fui toda serelepe ajudar e não é que eu fui colocar um pernil de porco com ameixas no forno, e o pirex escapuliu da minha mão? Eu chorei como criança! De soluçar mesmo!

A dor maior não foi a vergonha da minha "arte", mas a real razão pela qual eu perdi a força da mão deixando o lombo se espatifar no chão. Ops, os lombos, eram 2!

Bom,  apesar de toda a negação na área de trabalhos manuais, eu até que tenho a mão boa pra plantar. Não tenho o dedo verde e estou muito longe disso, mas tem algumas plantas que gostam do meu jeito estabanado de ser e a gente até se dá bem. E por causa dessa "habilidade" eu comecei a me interessar por montar vasos com uma variedade diferente de plantas, o que é muito comum por aqui.

Hoje eu resolvi arrumar uns vasos aqui de casa. O sol não entra muito no meu apartamento a não ser pelo meu quarto,  então as plantas precisam ser escolhidas criteriosamente para não morrerem na primeira semana. Acontece que eu não tenho muito saco pra escolher coisas dentro de um critério pré-estabelecido e aí minhas escolhas são feitas pela emoção que essas plantas me transmitem. 





Quando eu estou trabalhando nos vasos, eu gosto de uma certa dualidade para que o vaso possa ter mais vida. Tamanhos diferentes, texturas diferentes, cores diferentes estão sempre presentes e também algum material surpresa como conchas, madeira, pedras para quebrar a linearidade da composição.

Esses dois vasos são pra sala e amanhã quero ver se faço mais uns dois pra área de serviço.

Aqui na Ásia os arranjos são simplesmente maravilhosos e muito originais e eu fico babando. Os vasos com planta aquática são divinos, mas não funcionam no meu apartamento por causa da escassez de luz, o que é uma pena...já fiz várias tentativas e em menos de uma semana as plantas suicidam. Aí é o maior drama!

 Eu gosto de por a mão na terra, de separar as plantas e começar a compor o vaso do nada, prestando atenção no que ele pede. Às vezes o vaso sai todo minimalista deixando Malevich orgulhoso e às vezes o barroco impera. Tudo depende do momento que o vaso está nascendo, da música que toca, da estação, do clima, enfim....

Agora é torcer para que as plantas gostem aqui de casa e fiquem um bom tempo alegrando os dias cinzas que estão batendo à porta!

9 de dezembro de 2010

Massagem contra gripe

Meu jantar do restaurante Arches, comida Tailandêsa!
 Hoje eu passei melhor o dia, até me arrisquei a ir ao SPA. A Ciara me intimou, dizendo que se eu não fosse ela viria me buscar! Muito querida ela!
Cheguei ao SPA Mania como se eu tivesse sido atropelada por um imenso caminhão.  As meninas só faltaram em carregar. E como o friozinho está batendo à porta, e eu estava com febre, minha cara estava ainda mais assustadora. O xale enrolado no meu pescoço pra proteger do vento forte estava dando um ar dramático e aí as meninas ficaram preocupadas.
Aí logo já entrei pra sauna, chazinho quente e a Ci disse que iria fazer massagem Ayurveda pra desintoxicar e me ajudar a recuperar mais rapidamente da gripe.
Uma hora e trinta minutos sendo muito bem cuidada! É bom demais demais! Não é só a massagem que me faz muito bem, mas principalmente o carinho das meninas comigo. Aquele calor humano faz muito bem pra alma da gente!

Bom, hoje eu não tinha comido nada além do café e eu saí do SPA já estava noite. Numa hora dessa é que dá saudade de Uberlândia, Apesar de aqui ter no mínimo uns 10 mil restaurantes a mais e as cidades são mais ou menos do mesmo tamanho, é a comida de Minas que me acalanta, que me faz um bem. Eu estava com fome, mas não estava afim de cozinhar e muito menos de lavar louça. Eu só queria comer algo que eu gostasse muito pra fechar a noite com um sorriso no rosto cansado de febre.

Não é segredo pra ninguém que eu amo, adoro de paixão comida Tailandêsa e no caminho de volta, passei pelo restaurante Arches que fica na mesma rua do SPA. O local estava cheio, mas não demorou muito e eu já tava voltando pra casa com minha jantinha na sacola.

 Engraçado, toda a vez que eu pego comida pra trazer pra casa eu me lembro de um cena muito patética que aconteceu comigo lá em Uberlândia, no Cemter Shopping.

Eu fui levar a Maria Luíza, minha sobrinha, ao cinema. Achamos um lugar legal pra sentar, e ela ficou me esperando e eu fui buscar pipoca e coca-cola.
Fui lá no bar do cinema, fiquei na fila e quando chegou a minha vez fiz o pedido e fiquei esperando. A menina então me entregou dois pacotes enormes de pipoca e 2 coca-colas gigantes. Eu que sou extremamente desajeitada pra carregar algo fiquei olhando pra ela, esperando que ela colocasse o pedido em uma bandeja de papelão que acomodasse pelo menos os copos como essa da foto abaixo.



A menina me olhou e perguntou se eu não iria pegar o pedido. Eu disse que eu estava esperando que ela embalassem meu pedido e para meu espanto ela disse que não tinha nenhuma embalagem não. Aí vem a parte que até hoje eu dou risadas quando eu me lembro. Eu perguntei como eu iria carregar aquilo e ela olhou pra mim fazendo os gestos e disse assim:
-"uai moça, cê põe um saco debaixo dum suvaco e o outro saco debaixo do outro suvaco, fecha os braço pra firmar os saco e com as mão cê segura os copo uai"
Ai ai, eu não acredito até agora que eu escutei isso e é lógico que eu não coloquei os sacos de pipoca "no suvaco"! Eu fiz duas viagens!

Bom, peguei a sacola com a comida  toda acomodada nas embalagens que não deixam nada vazar e/ou transbordar e voltei pra casa me sentindo muito, mais muito melhor porque não tem nada melhor pra curar um gripe forte e chata que as mãos mágicas da Ci, um suco de manga com laranja e uma comida quentinha!




Tudo embalado perfeitamente
Goootooosoooo!
Rolinho Primavera, Arroz Tailandes, Vagem Com Pasta de Camarão e
Franco Com Vagem Ao Molho de Coco!
Bom Apetite!!

7 de dezembro de 2010

Dodói! Again!

Sniff sniff

No sofá o dia todo pelo jeito! Sniff sniff
Oh boy, isso que dá ficar na balada até altas horas da madrugada....peguei a maior gripe! Aí que chato! E logo agora que eu estava me sentindo tão bem com o break que a D. FM  resolveu me presentear!

Tudo dói! Eu tenho febre e parece que estou alucinando também...altas horas na balada! Yeah, right?!
Dor, febre, calafrios, tosse, espirro, nariz escorrendo...

Sniff sniff! Alguém por favor, faz um chazinho pra mim!

6 de dezembro de 2010

Hoje é Domingo...

"Hoje é domingo pede cachimbo
Cachimbo é de ouro bate no touro
O touro é valente bate na gente
A gente é fraco cai no buraco
O buraco é fundo acabou-se o mundo."


Acabou-se o mundo...Foi assim mesmo que me senti hoje quando sai na rua pra tentar sacudir um pouco a poeira do tédio de um dia de Domingo. Não, Faustão não faz a menor falta, graças a Deus! Mas dá-se a sensação que o mundo acabou ou vai acabar logo logo pelo frenesi do povo na rua.

Acordei cedo, juro! Acordei lá pelas 8 da matina depois de uma boa noite de quase 10 horas de sono. Tomei remédios, café, tomei mais remédios, arrumei casa, lavei as roupas que não vão pra lavanderia como calcinha, cueca, toalha, roupa de cama. Lavei a louça, liguei o computador, li alguns artigos na Folha, UOL, Blogs e aí que a porca começou a torcer o rabo. Ai que tédio com um T bem grande pra mim mesma!

Nada na TV me apetecia. Nada no computador chamava minha atenção. No Brasil e na Nigéria todo mundo dormindo...ai que coisa! 
Hesitei bastante, mas resolvi trocar de roupa e sair. Hesitei porque normalmente Taiwan é extremamente cheio de gente, de carro, de lambreta e no Domingo a tarde então, é raríssimo achar uma cadeira num café ou uma vaga para o carro. É como se fosse véspera de Natal no Brasil. Sério!! 
Um país com a segunda maior densidade demográfica do mundo, quase 700 pessoas por Km/2 e uma frota de mais de 7 milhões de carros e mais de 15 milhões de scooter (lambreta), não podia ser diferente! O trem aqui não é brincadeira não. Detalhe, dia 17 faz 3 anos que aqui chegamos e eu nunca vi nenhum outro estrangeiro dirigindo aqui a não ser o Pê e eu. Trânsito é uma loucura, literalmente e eu conto depois!

Então como eu sou uma sertaneja e antes de tudo forte, resolvi enfrentar o tédio assim mesmo e vazar. Caso o plano inexistente furasse pelo menos eu tinha saído de casa por algumas horas, sem contar que sair na rua aqui pode ser tudo mesmo tedioso! 

Com Jay-Z animando a "viagem", saio eu toda esperançosa de encontrar um lugarzinho pra tomar um capuccino. Primeiro café, lotado. Dei a volta na quadra 2 vezes e nada de encontrar um lugar pra estacionar. Segundo café, a mesma coisa. Terceiro, nada! Aí resolvi ir a um café em um centro comercial, pelo menos o estacionamento é maior. Meu anjinho do tráfego estava atento e me arrumou um espaço perfeito. 

Estacionei e fui para o Starbucks que tem um jardim super charmoso feito com as plantas que o supermercado vende. 

Café Starbucks do supermercado Géant!

Detalhe: lotado! Lotadíssimo, com fila pra pedir e tudo. A foto acima é de quinta-feira da semana passada!

No mesmo espaço do supermercado tem o Ikari, um outro café até legal. Ai que bom, mesa vazia! Pedi um cappuccino, que vem coberto com pó de canela finíssimo, que é uma delícia! 

Cappuccino do Café Ikari
Peguei meu leitinho e fui pra mesa lá fora onde eu tinha pensando em me sentar. O dia estava bonito, ou seja, sem chuva, e eu estava com muita vontade de sentir o "outside" porque eu tenho ficado muito tempo dentro de casa. Como felicidade de pobre dura pouco...Mesa vazia tinha, mas todas as outras estavam ocupadas for fumante. Aí não dá! O jeito foi sentar do lado de dentro mesmo. 

É muito legal ver como os Taiwaneses gostam de sair de casa. Todas as idades, todos os estilos e lá vão em eles, em grupos, lotarem os cafés e restaurantes da cidade. E o burburinho é imenso, porque eles falam muito alto. Mais que os brasucas! 
Ao meu lado tinha uma criança linda, apesar que criança linda é pleonasmo aqui. Aí como diz o Pê, eles crescem e viram umas coisas feias....Pêêêêêêêê!!!!!!! Ela me olhava como se tivesse uma nave espacial do meu lado. Vai ver que tinha e eu não me dei conta! 3 anos aqui e ainda sou olhada diferentemente. Eles nunca acostumarão com um ocidental tão a vontade no oriente...

Bom, dirigindo pra casa eu resolvi procurar um restaurante Vietnamita que eu vi uma vez, mas que tinha se perdido em alguma janela dimensional por aí. Por vários dias, várias horas eu já vasculhei e nada, mas dessa vez eu estava sentindo que iria dar certo. E deu!! Eu achei o danado e agora eu não o perco mais! Pensei em parar pra comer os famosos "fresh spring rolls" que eu amo de paixão, mas quem disse que tinha vaga nos estacionamentos da redondeza! Amanhã ou depois eu vou lá!

Rolinho primavera fresco, com molho de amendoim! Que delícia!!!!

Isso é uma das comidas mais gostosas que eu já tive o prazer de saborear. São vegetais frescos como alface, hortelã, cenoura, cilantro, noddles e as vezes camarão. Aí enrola tudo como uma panqueca no papel arroz, mais conhecido como "banh trang"! Minha boca já está cheia d'água!!!

No caminho pra casa, o que eu vejo? Os deuses passeando! É isso mesmo! Aqui em Taiwan, os deuses são levados de um templo ao outro toda semana. É uma procissão maravilhosa, alegre e muito colorida. Os bonecos que representam os deuses são muito parecidos com os bonecos do carnaval de Olinda, em Pernambuco! 
Eu particularmente acho muito bonito! Todas as vezes que eu encontro uma procissão dessas, eu sigo o cortejo, não tem outra! 
Aqui os deuses "funcionam" como os santos no Brasil. Em Taiwan tem mais de 80 mil templos porque cada bairro tem o seu, e normalmente cada quarteirão também tem o seu próprio. Quando se muda de um local para outro, as pessoas vão e pedem permissão ao deus daquele local pra mudança e pede proteção ao deus do local onde será a nova residência! Meu condomínio tem um templo só pra ele que é o o deus da terra. 
Detalhe, deus não é Deus! Os deuses são "ajudantes"!

Eu parada no sinaleiro esperando a procissão passar.

A polícia interdita uma pista, mas a muvuca não para nunca.
Em frente às casas por onde os deuses passam, tem sempre um altarzinho com frutas, flores, incenso e dinheiro dos espíritos para ser queimado em oferenda aos mortos para que consigam uma vida melhor e assim também ajudarem os familiares que ainda não morreram a terem sorte nos negócios! Mais de 90 mil toneladas de dinheiros dos espíritos são queimados aqui anualmente! Dizem que em alguns locais essa prática é proibida!

A rua é estreita, e os queimadores estavam trabalhando a todo vapor.
De longe se via as labaredas!
Toda a família fazendo oferendas!
Os alteares são montados na rua, em frente ao comércio e residência.
Os deuses pararam neste templo pra realizar suas danças. Tinha uma fila enorme de carro atrás de mim e não deu pra estacionar pra tirar melhores fotos, apesar da polícia ter colaborado comigo!
A coreografia é linda!
Eu adoro ficar olhando essa manifestação cultural-religiosa tão importante em Taiwan. 
A música é bem animada e os deuses rodopiam freneticamente pelas ruas!


Normalmente os deuses são levados a outros templos toda semana. Em questão de minutos, um grupo de umas 50 pessoas, do nada, deixam seus afazeres e toda a parafernália e montada e a procissão começa. A dispersão também é super rápida! 

Saindo daí, eu resolvi voltar direto pra casa e parada no sinal, eu vi essa coisinha linda, fazendo charme pra ser fotografada ou fotografado!

Como eu disse, sair na rua aqui pode ser tudo mesmo tedioso!

3 de dezembro de 2010

O pão nosso...

Ontem eu fui ao Carrefour repor a despensa, até parece que eu tenho uma, e fiquei encantada e preocupada com a sessão de pães. Esse supermercado francês está interferindo demais na alimentação Taiwanesa. E a cada dia essa interferência aumenta.

Há 3 anos quando eu cheguei por essas bandas, havia as inúmeras padarias/cafés mas a quantidade de pão ainda era tímida, mas agora o Carrefour do meu bairro está fazendo inveja ao Carrefour de Mulhouse. Mulhouse, é cidade fronteira com Suíça e Alemanha, onde eu ia 1 vez por mês fazer compras, já que o Coop de Baden, supermercado Suíço da cidade que eu morava, parece/ia supermercado no Brasil na década de 80 e não tem manteiga Président!!! Aqui em Taiwan tem! É fácil demais ser feliz, meu Deus do céu e a gente complica tanto....

Voltando a vaca fria...A preocupação com o pão faz sentindo. Asiático em geral não usa forno; quando se aluga/compra uma casa, a cozinha que já vem montada, não tem forno pela simples razão de ninguém usar esse equipamento tão presente nas nossas vidas brasucais. Alias, é raríssimo encontrar um/a Taiwanes/a que cozinhe em casa. Eles fazem as refeições nos locais de trabalho e na rua porque esse povo come o dia inteiro e eu não estou exagerando. Só vendo mesmo pra crer!

A comida aqui é sempre preparada naquelas panelas que nós chamamos de "wok". Aqui o nome dessa prática "panela" é que quer dizer "guō" que literalmente significa...advinha, advinha...Panela!

Forno nunca é usado e pão nunca era comido. Mas agora, eu sinto que Taiwanês está competindo com Francês na quantidade de pão que se leva pra casa toda noite. Pão é algo novo por esse lados! De acordo com minhas meninas, elas passaram a  comer pão quando já estavam com uns 8 anos, ou seja, pão entrou em Taiwan há uns 15 anos, no máximo!

Detalhe da padaria do Carrefour

É muito pão meu irmão!!

Antropologicamente pensando, será que uma rede de supermercado tem tanto poder assim de mudar os hábitos alimentares de um país? E se tiver, será que um dia vai cair na real e perceber que influência é uma coisa e mudança é outra?
Tudo bem que pão é uma delícia, mas eu não acho legal essa imposição. Taiwanês rico adora o estilo francês de ser, e tenta seguir a linha européia, tanto que o centro de Taipei onde tem o prédio 101, é chamado de Centro Europeu. Mas daí a mudar a ordem natural sem ter nenhum comprometimento com ela é um tanto quanto sacana!

Eu só sei que a cada dia a padaria do Carrefour aumenta em tamanho, em quantidade e o que melhor, puxando a sardinha pro meu lado, em qualidade.

Olha só o que eu achei ontem? Pain aux raisin! E detalhe, quase igual ao francês! Ai, é bão demais da conta! Melhor que isso só pão de queijo da minha mãe. Aliás eu já falei, se ela mudar a receita algum dia eu a declaro judicialmente incapaz, porque só quem perde o juízo muda uma receita daquela!! Eu acho que o pão de queijo da minha mãe tinha que ser declarado Patrimônio Cultural Brasileiro!

Pain aux raisin do Carrefour! Não dá pra acreditar!



Eu fui a uma padaria em Siem Reap, Camboja, chamada Blue Pumpkin, Moranga Azul, e quando eu vi "pain aux raisin" meu coração quase deu um treco. Ah, eu também tomei um sorvete nesse lugar que estava ma-ra-vi-lho-so: crème glacée d'épices, sorvete de especiarias! Até um saborzinho de pimenta tinha. Meu Deus do céu, que sonho de sorvete!

Então, lá em Camboja é comum pão! Se come muito pão, a todo momento tem algum Cambojano comendo pão, ou comprando pão ou vendendo pão. Mas lá dá-se um desconto porque o país foi colonizado por Franceses, mas achar isso aqui é um grande presente de papai noel!!

 Pão em Phnom Penh, Camboja!

2 de dezembro de 2010

...


Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Chegar

Como já não é novidade pra ninguém eu adoro viajar e graças a Deus tenho a oportunidade de viajar frequentemente, mas melhor que viajar é chegar! Eu adoro chegar! Adoro chegar na cidade escolhida pra passar uns dias e adoro chegar em casa. O chegar pra mim tem um sabor muito especial porque ele é cheio de expectativas, de desejo, de planos!

Chegar a cidade destino é especial, principalmente se é a primeira vez que o lugar é visitado. É sair do aeroporto (Taiwan é uma pequena ilha e não faz fronteira com absolutamente nenhum país, então pra qualquer viagem é necessário recorrer a invenção de Santos Dumont), pegar um táxi, tentar sofrivelmente explicar o nome do hotel, caso o motorista não fale inglês, chegar ao hotel, explorar o espaço, tomar um banho e ir descobrir os aromas, as cores, os ventos e os caminhos que me levam!

Chegar em Phnom Phen foi mais que especial. Chegar e ver meu querido amigo Bino me esperando no aeroporto com um lindo e sereno sorriso naquele rosto familiar que me remete a tantos, momentos da minha vida, foi maravilhoso!
Eu estava com aquela sensação de que é bom demais pra ser verdade e era verdade! Meu Deus! É claro que as lágrimas escorreram pelo meu rosto, não deu mesmo pra segurar apesar que eu não fiz nem um esforço pra tal.

Morar longe de casa, faz a gente ficar ainda mais nostálgica e a coisa complica pra uma boa canceriana! Eu adoro morar aqui, mas eu sinto muita falta de caras, vozes e língua que me falam ao coração. E tem dias, vários dias, que pinta aquela pergunta...mas e aí, vale a pena morar tão longe das pessoas que a gente ama tanto? A resposta pra essa pergunta é bem volúvel e depende demais do grau de saudade que coração se encontra. Por outro lado, morar aqui na Ásia é uma experiência riquíssima e quando um amigo de infância vira "vizinho"...é bom demais da conta! É como se a gente chegasse em casa e bebesse água do filtro e visse o Cruzeiro do Sul.

Então, eu tô escrevendo sobre o que mesmo? Fibro-fog tá pesado hoje! Fibro-fog? Yep, é um dos defeitos colaterais da fibromialgia que nesse caso se "resume" a vários problemas cognitivos e junto vem aqueles brancos que antes eram ocasionalmente, hoje são uma constante. Aí a memória presente vai pro beleléu, concentração e foco vão pro ralo e por aí vai. Um dos mais engraçados momentos de Fibro-fog que já tive até hoje foi juntar toda a tralha pra ir a praia, dirigir quase 1 hora e quando chegar lá perceber que não estava de biquíni!

Bão sô... deixa eu ver se eu retomo....

Algumas horas mais tarde...enquanto eu guardava as roupas que chegaram da lavanderia...

Eu estava divagando sobre o chegar... Deus do céu, hoje tá brabíssimo!

Eu tenho alguns rituais que me fazem entender que eu cheguei. No Brasil eu somente me sinto "chegada" quando eu bebo água do filtro e vejo o Cruzeiro do Sul, como eu já mencione. O Cruzeiro do Sul é imprescindível depois de tanto tempo morando no hemisfério norte. O legal é chegar na Nigéria e ver essa constelação tão "brasileira". É realmente um sinal de boas vindas vindo do Universo.

Chegar em casa, onde eu moro com minhas poucas tralhas, é um conforto por algumas razões e uma delas é simplesmente o ato de chegar, de voltar, de estar viva. É que eu ainda tenho vapor de avião, fazer o que né? O trem quando nasce pra ser torto não se indireita jamais!

O simples ato de abrir a porta e entrar dentro da casa que me protege, que me acolhe me emociona muito. Ver que minhas plantas sobreviveram ao descaso, que a minha cama me espera, que o meu banheiro me chama...é muito muito bom!
A última coisa que faço, quando vou viajar, antes de sair e trancar a porta, eu vou em cada cômodo e digo que eu volto e quando eu chego eu volto a cada cômodo e digo que cheguei. Parece tolo, mas pra quem mora praticamente sozinha é algo que acalenta...

Depois que a D. FM(leia-se Fibromialgia), além do vapor de andar de avião eu também tenho que lidar com o incômodo e desconforto de ficar na mesma posição por algumas horas o que  piora um pouco o quadro. Mas aí entra a maravilha de morar em Taiwan: SPA!

Ciara, a melhor massagista do mundo, fazendo piada
Minhas meninas comemorando o aniversário da Ciara! Levei a festa pro SPA


Chegar em casa é também me jogar nas mãos da poderosa Ciara que alivia minhas dores e me põe de pé de novo, isso sem contar que as meninas do SPA são minha família aqui, com quem eu posso contar sempre e pra sempre! O que é completamente o oposto da bela Suíça onde a brasileira aqui com cara de moça latino americana (Amém), sem dinheiro no banco e sem parentes importantes não fez nenhuma amizade sequer. E olha que eu tenho amigos no mundo todo e faço amizade facilmente por qualquer lugar que passo, independentemente de falar a língua ou não! Mas lá, o trem não vingou, pra mim. Pro Pê sim, porque ele tem cara de Europeu e é branco-rosinha! Um dia eu conto mais sobre isso!

Então chegar em casa é uma benção, ter casa pra chegar uma benção maior ainda e chegar também preparar pra próxima viagem! hehehehe
Pê chegou na terça e na quarta já foi pra China e assim que ele voltar a mala já estará pronta porque Malásia, lá vou eu!