13 de maio de 2011

A.R.T



Ontem foi a abertura, para convidados, da exposição/feira de arte em Taipei, a A.R.T. Art Revolution Taipei, em um dos 3 dos prédios do Taipei International Trade Center

Minha amiga Gia, uma das organizadoras, me mandou convite VIP e eu convidei meu querido amigo Dawda, de Gambia, pra ir comigo. Ele estuda Computação na National Taipei University. Um grande cara!

Então, me arrumei toda e fui. Lógico que errei o local, mas o Dawda estava  me esperando no local certo e ele conhece bem Taipei. Não teve erro...mais erro!

Eu tenho um certo fascínio com Taipei. Eu adoro chegar naquela cidade, ver a quantidade de elevados cruzando a cidade num ziggaz futurista. Eu sempre sinto que eu estou chegando por lá pela primeira vez. E sempre tem algo novo no mesmo trajeto.

Bom, a A.R.T foi muito bem organizada e tinha trabalhos interessantes, sendo a maioria dos artistas Taiwneses, 73 ao todo. A parte dedicada aos renomados como Picasso, Miró, Rembrandt, Chagall foi bem reduzida e eu já havia visto todos os quadros em outras exposições no Canadá, Suíça, Espanha e Holanda.

Por um momento de total lucidez, eu resolvi não levar minha lindinha comigo. A minha inseparável Canon 500D, porque foram 5 horas em pé, no salto e isso pra quem tem Fibromialgia é uma atividade quase impossível e que resultou em fortes dores durante toda a noite e o dia de hoje. As poucas fotos que tirei, outra coisa rara, foram no Iphone e sem boa iluminação. Ou seja, péssimas!

Dawda e eu fomos muito fotografados quando observávamos alguns trabalhos com mais atenção. Pra qualquer artista em qualquer país, é sempre bom ver que estrangeiros se interessam pelo trabalho apresentado e tempo não foi perdido. Como as fotos foram tiradas pelos fotógrafos oficiais do evento, logo logo terei fotos com qualidade pra apresentar.

A exposição abriu hoje ao público! Espero que a divulgação tenha causado um bom impacto para que a população local se sinta motivada a visitar porque realmente vale a pena!

Rua ZhōngXiào , Distrito Daan alguns minutos antes do rush!
Ainda na ZhōngXiào com vista do prédio 101
101: A imponência desse prédio me arrepia!
Minha amiga Gia, explicando sobre Picasso.
Meu querido amigo Dawda carregando a minha sacola com catálogo da exposição
Pelos corredores do A.R.T

11 de maio de 2011

Dia Internacional da Fibromialgia!

12 de Maio! 

Dia Internacional da Fibromialgia!

8 de maio de 2011

Acthin...


Sniff sniff...
Acordei hoje ruim de gripe. Garganta arranhando, dor de cabeça, nariz escorrendo, espirrando, tossindo, febre...you name it! Acordei com todos os sintomas que eu tenho direito.

Stress emocional é ago que acaba comigo por causa da Fibromialgia e essa semana eu fiquei muito vulnerável. Aí não dá outra, gripe aproveita da fraqueza e se instala como um posseiro, parafraseando Chico Buarque!

Aí, pra não ter que ficar levantando a todo momento eu montei um cantinho de apoio, e fiquei deitada no sofá o dia todo, esperando a gripe passar porque a semana será movimentada e eu não quero perder nenhum segundo cuidando de menina doente!

Amanhã quero ver se eu passo lá na Ikea e compro minhas estantes porque definitivamente eu preciso acabar de montar meu escritório. Na quarta-feira tem a aberta da A.R.T. Art Revolution Taipei e eu recebi convite VIP, e na sexta eu viajo pra República Checa e Alemanha. Oba, saudade da Europa!
Depois de morar por lá quase 5 anos, dá saudade do velho continente, dos cafés ao ar livre, de andar a pé nas ruas...

Eu só espero que meu querido HP que eu gosto tanto, resista mais um tempinho porque eu não estou preparada pra trocá-lo e ele está dando sinais de senilidade! Tá desligando do nada, tá aquecendo muito e rapidamente e as vezes o touch-screen para de funcionar!

Aguenta firme aí bonitin que eu aguento firme daqui. Deal?

Feliz Dia Das Mães!

7 de maio de 2011

Descanse em paz meu amigo...


Sabe aqueles homens que nasceram pra servir? Aqueles que tem o coração maior que tudo? Aqueles que dividem o muito pouco que tem com todos? Aqueles raros homens que encontraram a felicidade dentro de seus corações? Aqueles homens que quando sorriem a gente tem a certeza que tudo vale a pena?

Eu tive o imenso privilégio de ter conhecido e me tornado amiga de um homem assim. Não sei o o nome dele...eu o chamava de Sir ou Warleader. Era como ele era conhecido. Ontem, ele foi embora, porque a missão dele aqui terminou. É, os bons vão embora mais cedo! 

Ai que saudade do senhor, Warleader! O Kay, como o senhor bem sabe, perdeu o pai, perdeu o chão!
Nós te amamos muito Sir, e iremos cuidar da sua linda família. Fique tranquilo! Eu te prometo isso!

Vá em paz!

E muito obrigada por me receber sempre de sorriso e braços abertos e a coca geladinha!

Descanse em paz meu querido! Descanse me paz...

6 de maio de 2011

Uma Tarde na Rua

É impossível reclamar que nada acontece nas ruas de Taiwan. É só andar um quadra que já se encontra tema pra escrever um livro, se brincar!
Hoje eu fui a um dos 5 shoppings da cidade e tirei algumas fotos pelo caminho. Tudo pode acontecer e é bom estar preparada pra registrar o que mais chama a atenção. As foto não ficaram nenhuma Brastemp porque eu estava dirigindo e eu tirei as fotos com o celular mesmo e as vezes sem abrir o vidro porque o calor tava demais!

Pessoas orando e fazendo oferendas aos deuses

Templo do deus da Terra

Velório! Primeiro que eu vejo em 3 anos! Eu costumo dizer que Taiwanese não morre!
Eles usam uma capa branca em respeito ao morto e não preto como na maioria dos países do Ocidente. Velório é muito colorido aqui!

Oração final, antes de levar o corpo para o crematório

Transporte do corpo. A urna estava toda enfeitada de margaridas!

Pausa pra um café, em um outro shopping. Tô procurando um "vaporetto".  French toast com maçã e canela! Gostoso demais! 


"São Paulo Surfing" impresso na jaqueta da garota

Um dos mais de 80 mil templos de Taiwan

Lindo por-do-sol no camimho de volta pra casa! Obrigada Deus!

Surpresa me esperando na caixa de correio. Ingresso VIP para uma fantástica exposição de arte em Taipei.

Praga


Praga 
na primavera....

Contagem regressiva!

8 dias

Câmera Lenta

Hoje é o terceiro dia do medicamento, Xanax, e eu tô me sentindo como expectadora de mim mesma e achei que a melhor maneira de explicar é usando o filme dos anos 80, Carruagem de Fogo. Aquela famosa cena que os homens correm na praia...a gente sabe que eles estão correndo, mas nós os vimos em câmera lenta...e é assim que eu tô me vendo, eu sei que eu quero fazer as coisas no meu normal, ou seja, super rápido, mas eu me vejo em câmera lenta sem o poder de alterar a velocidade da minha própria cena. Weird!

O Pê voltou pra China hoje, e quando eu fui levá-lo ao aeroporto, eu pensei em ir ao shopping comprar revistas, um vício, e jantar por lá, mas resolvi voltar pra casa porque eu não estou tendo total domínio das minhas ações. Será que eu tive algum dia?! E também porque eu estava suando muito e do nada. A rodovia e as ruas estavam lotadas de carro, mas lotadas mesmo. É interessante como o lance de dirigir me deixa focada, destemida...
Voltei pra casa e aqui fiquei protegida de mim mesma no seu casulo.  Uai, até eu me acostumar com o Xanax e ele se acostumar comigo, nós teremos que viver assim, na espreita! Mas de boa, tá chovendo lá fora mesmo!

Mas tem algo que eu tô sentindo falta....minhas queridas médicas de Uberlândia! Eu tenho o celular/email delas pra qualquer coisa que pintar inesperadamente e isso faz uma imensa diferença. Isso sem contar que elas me ligam, me mandam email e estão sempre presentes na minha vida. E aqui eu tô por minha conta, totalmente por minha conta. A própria densidade demográfica do país não permite que médicos fiquem divulgando os telefones porque senão coitados...
As dúvidas que vão surgindo estão sendo "respondidas" pelo Google ou pelo meu maravilhoso grupo de Fibromialgia no Facebook.

Eu não estou totalmente ciente dos efeitos colaterais ou qual é a função desse remédio. Eu ainda estou me descobrindo nisso tudo.

Vamos ver no que dá, pelo menos controlando a ansiedade tá, porque não tô maluca aqui comendo cantinho de cutícula como antes...antes parece tão longe hoje...

4 de maio de 2011

Juntando os pedaços

Não me lembro se eu comentei por aqui, minha memória quase que foi pro ralo completamente, mas graças a Deus parece que tem uma esperança no fundo do poço de que ela volte firme e forte! Amém!

Bom, o que eu não me lembro se comentei foi sobre como cheguei aqui em Taiwan há 3 anos.
A gente morava na Suíça onde o Pe era cientista em um Cooportate Research de uma empresa de lá. Aí ele foi convidado pra vir trabalhar aqui e como a beleza da Suíça nunca encontrará o coração do povo daquele país, a gente se mandou pra Ásia. Só que...eu iria voltar pra Europa, pra França pra ser mais específica!

Eu ficaria por aqui só por uns meses até arranjar tudo pro Pe e depois iria pra França fazer doutorado! Então vim quase que de turista! Desmontei acampamento e deixei minhas tralhas, digo, minhas coisas, no porão do apartamento de um amigo. Na Suíça os apartamentos tem um cômodo até grande no subsolo onde se guarda tralhas, vinho, etc... No meu eu guardava o que não tinha espaço adequado no apartamento como malas, roupas de inverno e/ou verão, dependendo da estação, enfeites de Natal e por aí vai. Bom, não incomodei tanto o meu amigo e a família dele tendo minhas coisas por lá por tanto tempo. Valeu Paco!

Então, como a ida pra França furou devido a morte do meu futuro orientador, eu fui que fui ficando e nunca fiquei tão feliz por ver um planejamento não dar certo. Normalmente achamos que só ganhamos quando ganhamos...mas na verdade a gente ganha muito perdendo também e eu fui incluída nessa filosofia de butequin!

Ainda na Suíça, arrumando a mudança, eu desmontei minha "little cute home" em 3 setores:
  • coisas que  iriam pro Brasil, num container
  • coisas que viriam pra cá, com o Pe
  • coisas que ficariam na Suíça pra depois serem levadas pra Lyon, França
Nas coisas que foram pro Brasil estão móvies, roupa de cama-mesa-banho, todos os meus milhares de CDs e todos os livros que não serviriam especificamente para o doutorado, todo os souvenirs adquiridos nas viagens, todos os utensílios de cozinha e eletrodomésticos, quadros, tapetes, cestos, etc... Ou seja, mudança!

Nas coisas do Pe, todas as roupas, livros, CDs e tralha pessoal. O Ele é minimalista!

E o que ficou na Suíça...70% das minhas roupas, sapatos e bolsas. Todos os livros que eu poderiam usar no doutorado, alguns souvenirs que me são mais queridos, alguns quadros e a tralha pessoal que somaram 10 caixas.

Quando nós mudamos dos Estados Unidos pra Suíça, nos contratamos uma empresa pra fazer todo o serviço. Eu, totalmente na ignorância, achei que iria ficar de longe assistindo or supervisionando e nunca me arrependi tanto de algo. Como muito bem disse minha mãe, pra empresa é só mais algumas caixas, mas pra mim...pô, eles estavam embalando e carregando a minha vida. Nunca mais deixarei essa história repetir!

Então na Suiça, a empresa somente embalou os móveis e todo o restante fui eu com uma ajuda esporádica do outro morador da casa. Organizei tudo, cômodo por cômodo, sem stress! Tá bom, sem muito stress e com o devido cuidado que minhas coisas mereciam, afinal estavam comigo ali na lida por mais de 4 anos!!






Resumindo....Aconteceu que não voltei pra Europa e não sei porque, minhas coisas acabaram ficando por lá por tanto tempo. Eu me sentia despedaçada como disse minha amiga Giovana. Estava com coisas no Brasil, na Suiça, em Taiwan, trabalhando na Nigéria, estudando na Austrália e Irlanda. Ufa!

Sério mesmo, eu me mudei pra cá somente com uma mala de roupa e fiquei assim, durante 3 anos até que resolvi falar com o Pe que eu queria reunir minhas coisas num único espaço, que seria aqui em Taiwan, onde é a minha casa.

Como que uma canceriana vive sem as caixinhas, os trenzin que eu gosto tanto? Eu sou barroca, não tem jeito!

Demoraram mais chegaram! As caixas chegaram 3 dias depois que eu embarquei pra Nigéria, janeiro passado e só fui abri-las em março, quando cheguei do Brasil. O que importa é que as minhas tralhas estão novamente comigo e meu lindo Kilin Gabbeh também que eu trouxe do Brasil dentro da mala! Esse tapete tem o passaporte bem carimbado!

Parece que estou juntando meus pedacinhos... Foi extremamente prazeroso abrir caixa por caixa, revendo e cheirando meus livros, separando as roupas que já não usaria mais, limpar meus sapatos e bolsas...e as caixinhas, as várias caixinhas com meus badulaques que adquiri pelos caminhos que me levam. Ai que saudade de mim que eu estava!

Foi e está sendo muito bom, juntar meus pedaços e começar de novo outra vez. Taí algo que sei fazer bem, começar de novo. E pior que quando eu começo de novo é num país estranho, com gente estranha e língua estranha. Mas aí é que mora a beleza desse incansável começar. É tornar o país estranho sua casa, a gente estranha, seus amigos e a língua estranha....well, no caso do Mandarim, será língua estranha por muitooooo tempo!

Esclerosada não, neurótica!

Tô escrevendo pra contar uma coisa MUITO boa e abençoada que aconteceu comigo!

Quando eu tava no Brasil em março, a minha querida e competente médica Lunamaris, insistiu mais uma vez pra eu procurar um neurologista. Só que dessa vez ela me olhou fundo nos olhos e com um olhar super triste me disse que eu poderia ter esclerose múltipla além da fibromyalgia e ausência de tireóide.
Foi um grande golpe pra mim. Eu saí do consultório totalmente perdida e tive que parar o carro várias vezes pra chorar e chorar muito. Chorei sem questionar o famoso "porque eu"?" Chorei por pensar na dificuldade que isso traria pra minha vida de pé de cachorro, chorei pela tristeza de contar isso pra aqueles que eu amo, chorei pela surpresa e pela incerteza.

Ela, a minha médica, passou o telefone de um neurologista competente e amigo dela, pra que eu marcasse a consulta. Andei com esse número de um lado pro outro mas mesmo sabendo da competência dos médicos em Uberlândia,  decidi ir ao neurologista aqui mesmo por várias razões sendo as 3 mais importantes...

-O peso de um possível diagnóstico desse porte faz um bom estrago no emocional e eu não queria falar a minha mãe sobre essa possibilidade e deixá-la na ansiedade e expectativa até o resultado sair

-Eu não queria ir sozinha e também não queria incomodar pedindo alguém pra ir comigo. E a única pessoa que eu gostaria que fosse comigo a não ser o Pê, que já estava de volta à Taiwan, era a minha cunhada Marly que estava passando por um momento super complicado e eu não tava afim de acrescentar mais nada.

-Minhas médicas, eu só tenho médica porque acredito que por mais que se leia, que se estude é impossível saber o estrago que um hormônio faz na vida de nós mulheres e as médicas sabem disso por tabela, são extremamente dedicadas e viraram minhas amigas. Eu não queira que o exame fosse pelo pessoal. Ir a um consultório para saber algo desse porte não é simples, pelo menos pra mim.

Então resolvi a ir ao neurologista somente aqui em Taiwan, quando o Pê estivesse por aqui. E assim foi! Ah, eu contei a 4 pessoas sobre o provável diagnóstico e mais uma vez minha cunhada me surpreendeu dizendo que se o diagnóstico fosse positivo não iria acrescentar muito ao que eu já passo diariamente com a FM, fribromialgia para os íntimos!

Minha consulta foi marcada pra ontem na parte da manhã. Dr. Mei Chen, a médica,  fez doutorado na University of Glasgow, na Escócia e é uma cientista/professora conceituada  do Departamento de Neurologia da Chang Gung University. Ou seja, eu estava em excelentes mãos!

Bom, saúde aqui em Taiwan é algo que domina qualquer conversa. Tudo que se come "it's good for health" (é bom pra saúde), todos os chás e sucos malucos "it's good for health". Por causa dessa mania, os hospitais são e estão sempre lotados. E funciona assim:

Aqui em Taiwan também tem uma espécie de SUS, que é o National Health Insurance ou Seguro Nacional de Saúde. Saúde onde uma quantia mínima , tipo 2%, é descontada do salário de todos os trabalhadores. A consulta é marcada online, na maioria das vezes! Num país com quase 700 habitantes por Km2, isso é uma mão na roda.

Logomarca do Seguro Nacional de Saúde

Cartão de Saúde. No chip fica armazenado toda a história médica


Oh meu Deus, Taiwan tremeu feio agora. Mais um tremor de terra que é MUITO frequente aqui, tipo todo dia e eu não estou exagerando

Deixa eu voltar a vaca fria, afinal, o tremor que quase me fez cair da cadeira já passou, apesar que logo logo tem outro...

Então os hospitais são extremamente cheios e a rapidez com que a coisa flui e a organização do caos aparente me surpreende! Todo hospital, e são muitos, possuem no andar B1, subsolo, lojas de conveniência, livraria, floricultura, muitos restaurantes, cafés, padarias, papelarias e até loja de lingerie bem ousadas.

Chang Gung Memorial Hospital, onde fui atendida ontem


O Chang Gung Memorial Hospital fica em Linkou, uma cidade há uns 10Km daqui de casa. No meio do caminho entre Taipei e Taoyuan. Um hospital super respeitado pela população!

Em todo hospital aqui, o funcionamento é o mesmo: automaticamente quando você marca a consulta, já pega a sua senha de atendimento. Na porta de todo consultório tem uma lista com os pacientes que serão atendidos naquele dia e um monitor para o paciente checar a hora de ser atendido, pela senha lógico! Todo médico te uma assistente dentro do consultório que faz a parte burocrática do atendimento. Quando termina a consulta, a assistente já te entrega o papel do retorno, se houver um, e também a senha pra passar na farmácia, dentro do próprio hospital, pra pegar o remédio e fazer o pagamento.

Então, a minha senha era 25 e logo fui atendida. A Dr Chen foi super atenciosa, fez vários exames clínicos, várias perguntas e me garantiu que eu não tenho esclerose múltipla e sim algo chamado Depressão Neurótica ou Distimia o que me deixou imensamente feliz. Esclerose Múltipla não é pouca coisa não e ter a certeza que eu não tenho essa doença é maravilhoso. Eu até dei um beijo na médica pra super espanto da coitada. Também agradeci muito a Deus por ter me livrado dessa! Brigada!

Como eu falei com o Uru, Marcelo meu irmão mais novo, esclerosada não neurótica sim!

Bom brincadeiras à parte, essa é uma depressão neural portanto ainda mais séria que as depressões psicológicas, numa explicação bem simples! E pelo que a médica disse o remédio que eu comecei a tomar ontem a noite irá controlar meus tremores, meus espamos musculares que estão/estavam aumentando muito a frequência! 

Saímos do consultório, passamos na farmácia e depois pagamento. 
Aí que vem a parte mais interessante, já que eu sei o que eu tenho e sei que logo eu voltarei a ser eu mesma novamente!
Sabe quanto foi a conta de ser atendida por um dos tops médicos do país mais remédio pra um mês? 400TWD, mais ou menos R$20,00! Isso mesmo, 20 reais!

Ontem a noite eu tomei o primeiro comprimido e dormi por 10 horas consecutivas. É só um comprimido por dia, antes de deitar. Eu estou fazendo um relatório do que eu sinto pra dia 29 entregar pra médica e ver a avaliação. Mas hoje eu me senti melhor, mas como se alguém tivesse me segurando. Fui pro Pilates e a querida Pei disse que eu não tava com o semblante assustado.

Vamos ver no que irá dar. Como eu disse eu tenho muita saudade de mim, saudade daquela menina que sempre fez mil coisas ao mesmo tempo, saudade do pensamento positivo, saudade de não sentir medo quase que o tempo todo, saudade de ser destemida e ousada, saudade de não pensar que algo terrível acontecerá, saudade da confiança que eu sempre tive me mim, saudade de lembrar o que eu li, saudade de conseguir ler uma página inteira, saudade de ler...Ler sempre foi minha praia, mas eu já não conseguia mais. Não tinha concentração e nem saco pra ler uma página...nem de Chico Bento. Grave, né?!

Tô aqui pensando com meus inexistentes botões...Essa depressão neurótica já está comigo há uns bons anos de acordo com a médica. Como eu consegui mudar 3 vezes, pra 3 diferentes continentes, 3 vezes sem falar a língua...como eu consegui me organizar pra tudo isso, como eu consegui sobreviver... os mistérios de Deus que nunca nos dá mais que podemos suportar...for sure!

Vou tomar meu remédio agora e deitar. Mais 10 horas de sono tranquilo e regenerador...será? Finger crossed!

25 de abril de 2011

Super tédio


Cara, que tédio! Daqueles com um T bem grande pra você, manja!?
Tô aqui arrumando mil desculpas pra não acabar com esse tédio! O tempo tá nublado! Se eu saio, encontrarei todos os lugares cheios de gente. Aqui já sabe né, isso é mandatório, e não importa se é Domingo, feriado ou preto na folhinha, todos os bares, cafés, parques são lotados.
Também tô procurando coisa pra fazer em casa e...ontem a noite acabei a arrumação do meu guarda-roupa, a casa tá limpa, a louça lavada...eu vou comprar estantes novas pro meu office, mas eu vou esperar o Pê voltar da China, porque senão pioro a minha Fibromialgia arrastando coisas pela casa. Já escolhi o que eu quero!
Eu sei que se eu procurar eu acho coisa pra fazer, mas pra ser bem honesta...tô afim não! Acho que vou nutrir o tédio até amanhã as 5:30, quando tenho aula de Pilates!

Cara que porre!!!

Frangipani


Atendendo ao pedido da minha amiga Rejane, apresento minha flor favorita, a linda e singela Frangipani.
A primeira vez que eu vi essa flor, foi aqui em Taiwan, em Jungli, no jardim da Delta onde o Pe trabalha! Eu me encantei pela simplicidade do "design", pelo perfume maravilhoso que essa florzinha exala.



De acordo com o Wikipedia, a Frangipani é originária das Américas, mas eu nunca tinha visto no Brasil até uns 2 anos atrás. Pensa se eu iria ver um trenzin lindo desse e passar batido?! Nunca!


Em alguns países da Ásia essa flor é associada a templos, outros a cemitérios mas sempre tem uma ligação espiritual.


Existem 7 diferentes espécies, diferenciando a cor, o matiz e em uma das espécies, a pétala é mais fina e pontuda. Eu prefiro o "design original", essa amarela da primeira foto. Uma pétala sobrepondo a outra sem tirar o brilho e o charme das outras pétalas que compõem essa perfeição!


Toda vez que eu encontro essas lindezas pela frente, eu pego algumas e trago pra casa e ofereço ao meu altarzinho sincrético! Realmente elas tem um "q" de sagrado!


Mas o  que eu acho legal é que as flores se desprendem dos cachos depois de alguns dias enfeitando a árvore frondosa que as sustentam, como se elas estivessem ousando uma vida independente. Elas lançam vôo, sabendo que é necessário a mudança, que é necessário o ousar, mesmo sabendo ou não, que irão ser pisoteadas por alguns desatentos, ou admiradas por alguns atentos.

 
E olhar pra essa flor e um sorriso imediatamente aparece na minha cara, eu cheiro essa coisinha linda e eu transcendo, viajando pelas esquinas da minha alma. Yep, essa flor tem um poder imenso sobre mim e eu sou imensamente agradecida por poder apreciá-la.

Obrigada menina bonita! Eu ganho meu dia quando eu te encontro por aí...

24 de abril de 2011

Feliz Páscoa


Desejando a todos uma 

Páscoa feliz 

e

abençoada!

Sábado vencido!

Mais um sábado aponta na folhinha. O dia estava nublado com cara de poucos amigos, mas sabe aquela história do limão, quando a vida te oferece limão, faça limonada? Então, limonada não saiu, mas saiu daiquiri! Muito melhor!

A tarde desse sábado começou com uma puxada aula de Pilates que comecei a fazer há 2 semanas. Começou assim: Há uns 5 meses eu vi que abriu aqui perto de casa um centro de Pilates. Peguei o telefone no luminoso verde, cruzei os dedos an esperança de alguém que falasse ingles atendesse o telefone.
Liguei várias vezes, e nada de alguém atender. Fui pra Nigéria, fui pro Brasil, alguns meses se passaram e eu na tentativa de começar a ser esticada. E como eu sou esticada naquele lugar, Deus do céu!

Há algumas semanas, vindo do Carrefour, eu vi que tinha luz acessa e liguei na hora. Advinha? Ninguém atendeu. Aí perdi as esperanças. Mas não é que logo logo a dona do espaço retornou minha ligação e melhor, ela fala inglês. Já morou e estudou nos USA da vida. Bingo! Marquei horário e fui apresentada a essa atividade física criada por Joseph Pilate no início do século 20 e que tem milhões de adeptos no mundo todo.

A instrutora é um doce de criatura. Eu tenho aulas 2 vezes por semana, as terças a noite e aos sábados a tarde. As terças é aula particular. Somente Pei, a instrutora, e eu naquela sala cheia de equipamentos que mais parecem sala de tortura e não algo que irá contribuir para o aumento da força, flexibilidade e controle do corpo.


Aos sábados é aula coletiva, 5 pessoas na sala e a turma é excelente. A aula se tornou bilingue porque Pei precisa me explicar em Inglês e em Chinês para os outros 4 alunos! Eu me divirto. Enquanto o alongamento rola pesado e puxado, com concentração na respiração como precisa ser, a gente dá muitas risadas do sofrimento alheio.



A turma tem um cuidado todo especial comigo, principalmente depois que ficaram sabendo que eu tenho Fibromialgia. É muito bom a gente se sentir cuidada né!

A aula hoje foi super puxada e eu não tava muito forte...

Tô assistindo Parenthood, e escrevendo ao mesmo tempo...e chorando...saudade da galera de casa...

Ai ai...

Quando eu estava me preparando pra voltar pra casa, a Pei me pediu pra eu dar uma diminuída no meu ritmo. Eu estava colocando o tênis e numa rapidez como se eu tivesse panela no fogo...Aí eu disse a ela que eu não sabia o porque de toda aquela pressa já que eu não tinha ninguém esperando por mim em casa e nem agenda pra cumprir. Mas o lance é que a pressa não é e não foi só naquele momento. É mais ansiedade que pressa na verdade...

Pra tentar baixar a bola, eu cheguei em casa, tomei um bom e longo banho, me arrumei e fui pro shopping jantar. Saí de casa um pouco tarde, quase 5 e não achei mesa vazia no restaurante que eu queria almoçar/jantar. O Taiwanês como adora comer, as 5 da tarde já tem fila em porta de restaurante para o jantar...e eu não tinha nem almoçado ainda!

Como o Grazie Café tava lotado, com fila de espera pra mais de 1 hora eu fui ao TGIF outra vez e me deliciei com um daiquiri de morango, melhorar que limonada sempre!, lendo uma revista muito interessante chamada Respect!

Daiquiri de Morango

Shopping é um bom lugar para se divertir sozinha. Tem cinema, livraria, restaurante, lojinhas, cafés, etc. É uma boa companhia na verdade. Depois do daiquiri e do jantar, fui tomar meu cafezinho no Starbucks, lendo minha revistinha. O moço do café perguntou pelo Pê que está na China outra vez, pode?! É muito engraçado como o Taiwanês é curioso. Eu vejo o cara somente por alguns minutos na sexta-feira e ele já vez várias perguntas e bem pessoais. Eu acho o máximo, sério! No começo essa sinceridade que aparece em forma de questionamento muito pessoal, me assustava mas agora de boa! Até eu tô entrando nessa...com moderação...creio eu!

Na volta pra casa, escutando Akon and Wyclef and Lil Wayne cantando Dollar Million, meu coração apertou. Eu adoro essa música e ela toca fundo em mim. É de uma solidão perene! A gente consegue enganar a solidão todo dia, mas não pra sempre. E todo dia, essa solidão insiste em assumir as rédeas, mas é necessário saber até que ponto ela pode participar da nossa vida, da minha vida.

E assim, hoje mais uma vez eu enganei esse monstro mas amanhã é outro dia e toda a batalha começa novamente. Pilates, voltinha no shopping, chat com a galera do Brasil ajuda horrores e amanhã tem massagem então estarei salva.

Mas o que é mais legal e transformar um dia vazio num dia fascinante e isso eu sou expert!

23 de abril de 2011

Dylan na Ásia

Domingo dia 10 de abril, Pe e eu fomos ao show de Bob Dylan. Só de pensar eu arrepio! Wow, Bob Dylan! O cara está nas paradas há mais de 50 anos. Tem que respeitar!
Fiquei sabendo do show somente no Sábado! Eu não sei se a galera que trabalha com divulgação de shows e atividades culturais de Taiwan é devagar ou se não ficar sabendo de um show do Bob Dylan em Taiwan é parte da barreira comunicativa que eu enfrento por não falar a língua. Eu leio jornais locais, em inglês lógico, e nem uma linha dedicada a esse acontecimento único.

Bão, o que importa é que eu fiquei sabendo e no Domingo de manhã vazamos pra tentar achar ingresso. Tivemos que ir à Taipei devido a desinformação do quiosque da Nova, shopping de eletrônicos onde eu comprei ingresso pra assistir Tears For Fears. A menina chegou a ligar num telefone que eu mesma passei pra ela,  valei-me meu santo Google, e disse que os ingressos seriam vendidos somente à partir das 5:30 da tarde. Como a gente já sabe que informação correta não é o forte do Taiwanes, chegando em Taipei fomos direto para Taipei Arena, onde foi o show. Lá ficamos sabendo que é possível comprar ingressos no 7/11, rede de conveniência estadosunidenses que fica aberta 24 horas por dia durante os 365 dias do ano e que pra comprar lá mesmo na boca do caixa só mesmo as 5:30 da tarde. Ok, informação semi-errada. Meio-crédito pro 0800.

O que é legal é que tem 7/11 em quase toda esquina e a menos de 100 metros tinha um, dentro mesmo da Arena. Se tem uma coisa que Taiwanes tem vapor, é perder tempo. Fomos lá comprar o danado. Só em uma máquina, tipo ATM de banco. Detalhe, só em chinês! Uma das funcionárias falava um pouco de inglês e foi uma mão na roda.

Ingresso na mão, coração pulando por causa da ansiedade de ir a um show do grande Bob Dylan, fomos para o Costco, um supermercado como o Macro. Lá é um dos raros locais onde a gente tem certeza que está comprando produtos com sabor original sem absolutamente nada adulterado.

Taipei está a 22Km de casa, então ainda eram 5 da tarde e Pe e eu decidimos voltar, rangar, tomar banho e voltar à Taipei pra assistir ao show. 

Na estrada, meu coração sofria pra conter a ansiedade.

O show foi maravilhoso mas com um pequeno detalhe que fez e faz esse mesmo coração que sofria, ficar apertado toda vez que eu penso no que aconteceu... o danadinho do Bob Dylan é famoso pelo péssimo humor, e por não estar nem aí para o público. "Hello" foi a única coisa que ele falou pra galera que lotou o ginásio e olha que saiu tremido. Well, mas saiu. Não não é isso que faz meu coração ficar apertado. Foi até pitoresco!


O show foi todo, TODO, somente de músicas recentes. Isso quer dizer que ele não cantou os grandes sucessos que fez o mundo tremer por décadas. Well, cantar ele até tentou...

Coração a mil...



Dylan e seu visual Zorro


O show durou quase 2 horas, e foi perfeito! A iluminação foi o único recurso de palco e não precisou de mais nada! Ele cantou, naquele estilo todo próprio dele que mais parece declamar que cantar e que arrasa. Aquele voz rouca, ainda mais rouca pelo tempo faz arrepiar mesmo, não tem jeito.

A gente estava sentado relativamente perto do palco e teve uma hora que eu invadi mesmo. Fui lá pro gargarejo pra terror dos seguranças. Hehehehe Saudade dos shows do UTC...

Então, Bob Dylan cantou e encantou mas deixou muita gente na saudade... A útima música foi percebida que era a última quando ele acabou de cantar e saiu do palco sem falar nem um simplório "Bye". Como eu já disse a única palavra proferida foi "Hello". Quando a multidão de fãs sacou que o show tinha acabado, a galera foi a loucura porque apesar do show ter sido lindo, ficou um buraco....e "Blowing in the Wind" e "Like a Rolling Stone"??? Como que ele tem a coragem de esperar a vida toda pra fazer show em Taiwan e China e não canta esses clássicos que é na verdade a razão pelo qual todo mundo foi a Arena naquela noite?? Como assim?? Mas nós insistimos e ele voltou. Emburrado mais voltou!

E cantou esses dois grandes sucessos...melhor, ele declamou esses dois grande sucessos. Se eu não soubesse a letra, com certeza eu não teria percebido que o bis foi pra satisfazer a fome de passado dos milhares de estrangeiros e Taiwaneses que ali estavam. Ele fez um arranjo tão inusitado que realmente não dava pra identificar que música Dylan cantava. Mas o lance é que o cara quando é bom e quando é ícone pode fazer a pirraça que quiser que a gente aceita de boa.
As músicas, verdadeiros hinos de protestos dos Direitos Civis nos Estados Unidos, fizeram desse cara, nascido no estado de Minnesota, um ídolo mundial e assim sempre será.

Eu, e todo mundo que estava ali naquela hora, gritei bonito quando Dylan blowed the answer in the wind like a rolling stone!  O olho cheio d'água, a garganta trancada pela emoção vivida naquele instante mágico!


 Like a Rolling Stone...

O show foi encerrado, as luzes foram acesas e a gente voltou pra casa com um olhar diferente porque the answer my friend, is like a rolling stone!

21 de abril de 2011

8:00 - ??


Ontem parada no sinaleiro e olhando pros lados, me deparei com essa mensagem maravilhosa estampada na porta de um pub aqui em Taoyuan, onde moro. Tem coisa melhor do que ir pra um bar, com uma galera legal e não ficar preocupada com o horário que o buteco fecha?

Ops, acho que esse pensamento ainda é resquício dos dias de total controle e cerceamento Suíços! Saí de mim trem!! Calma, passou passou...

Uma tarde no Sogo

Hoje eu fui até ao Sogo, uma grande loja de departamentos de 11 andares daqui de Taiwan, pra comprar arroz jasmim que eu adoro de paixão, arrumar uma sandália e almoçar em um lugar charmosinho.

Faz algumas semanas eu fui a esse mesma loja e vi que estava em construção um restaurante novo de comida ocidental, o "Aunt Stella's". Hoje o danadinho estava aberto e lá fui eu "testar" o local. Digo testar porque aqui em termos de comida, nem tudo que parece é. Sempre, ou quase sempre, tem um sabor adulterado porque Taiwanes tem vapor de sabor original. É sério! Então quando se vê um restaurante de comida ocidental, é necessário primeiro testar com cuidado pra ver se o sabor de um risotto por exemplo não terá nenhum sangue de porco ou tofu fedido adicionado. Tô brincando não, verdade!


O lugar é bem legal, e as garçonetes como sempre super delicadas. Peguei o cardápio e já fiquei feliz porque além de foto, o cardápio era bilingue. Super bom, quando não se sabe ler nem escrever!
As fotos estavam apetitosas, coisa rara aqui. Aí fiquei com o risotto de cogumelos e peito de frango, e um suco todo incrementado que tinha até colágeno. Uma delícia!

O risotto não tinha nenhum sabor extra, mas também não podia chegar aos pés do risotto que o Pe faz aqui em casa. Gente o risotto que o homem faz é bom demais da conta! Daqueles da gente comer de joelhos.

Aqui, normalmente, quase todo restaurante tem o que eles chamam de "set", que inclui uma salada ou sopa, prato principal e uma bebida que pode ser suco, café ou chá e que é servida só no final da refeição. As vezes, depois de muito insistir, eles servem o suco junto com a comida, mas é coisa rara. Vinho é quase impossível de se achar!  Quando se pede o "set" sempre fica mais barato que pedir os pratos separadamente, e é muito engraçado ver o garçom te convencendo a pegar o "set" pra não ficar muito caro.

Então, almocei, tomei o suco turbinado e fui pagar a conta. Assim que eu paguei a menina do caixa pegou uma sacolinha e colocou um prato de cerâmica lindo dentro e me deu, dizendo que era presente da casa pra mim.

Presentinho que ganhei no restaurante


Só em Taiwan mesmo! Eu adorei! Olha só que gracinha de prato!! Aí depois a menina me deu uns cookies de chocolate chips que tinham acabado de sair do forno. Bom demais! Eu adoro esse mimos e eu os recebo muito frequentemente. Já ganhei canecas, galheteiro, ursinho de pelúcia, bolsa e por aí vai.

Saí do lugar com um senhor sorriso na cara. A hospitalidade aqui é algo ímpar e faz toda a diferença. Com certeza irei voltar ao Aunt Stella's e experimentar os sandubas e quem sabe ganhar mais presentinho!

1 de abril de 2011

Sol dando o ar da graça

Por-do-sol que apareceu na minha janela hoje
 
Finalmente depois de 5 meses de céu nublado e chuva, a ilha de Formosa recebeu um solzinho tímido que veio acompanhado de um vento gelado mas que proporcinou um lindo por-do-sol no final da tarde. Meu coração bateu mais forte e não é só uma expressão de contentamento não, sério!

Eu sou tropical, não tem jeito. Eu gosto de sol queimando a pele, coisa que asiático abomina. Eu gosto de abrir janela e deixar a luz invadir o espaço, eu gosto de ver a roupa no varal deixando o sol expressar seu poder, eu gosto de vestido de alcinha, eu gosto de cabelo ao vento, eu gosto de sentar em uma parque e ficar lendo. Eu gosto da leveza dos dias de sol, eu gosto da alegria que o sol proporciona. Não tem jeito mesmo, eu sou tropical! E ser tropical morando em uma ilha onde o sol é raridade....não é fácil de jeito nenhum!

Mas de agora em diante, esses dias congelantes de céu cinza estão prestes a acabar e esse por-do-sol de hoje é a prova que eu precisava pra olhar para os aquecedores que secam as minhas roupas agora, enfeitando a sala de jantar, e dizer que logo logo eles estarão descansado por uns bons meses! Ai que bom!

Semana que vem é feriado aqui. Tipo um finados. Petin, que nesse exato momento está na China, na divisa com a Rússia, terá alguns dias de folga, mas como ele viajou demais esse mês, nós ficaremos por aqui mesmo fazendo turismo interno. Visitaremos Lugang, a cidade mais antiga de Taiwan e a região de Hualien, onde a minha querida linda monja Cheng Yen mora e outras coisitas mas.

Se o tempo firmar, nossa acho que nunca falei "se o tempo firmar" antes. Eita banzo!! Então, se o tempo firmar vai dar até pra dar uma esticadinha na praia. Oba, dedos cruzados!

E como diria Jota Quest, Pra onde tenha Sol é pra lá que eu vou!!!

17 de março de 2011

Eu Gosto Daqui

Parece que a minha vida tá voltando ao normal aqui desse lado sacudido do mundo. Pois é, como é que a vida volta ao normal sabendo que o nosso planeta resolver sacudir devido à uma proximidade da lua com a terra. Parece que esses dois amantes nunca estiveram tão pertos. E todo mundo sabe o que acontece quando amores distantes se encontram...

Então, mas mesmo com tudo isso acontecendo e o olho grudado na CNN pra ver se a radiação das usinas nucleares do Japão estão descendo pra Taiwan, a vida dessa criatura que sofre horrores com fuso horário está voltando ao normal. Até já saí de casa!!

É estranhamente estranho como eu gosto de morar aqui. Hoje estacionei o carro em um dos 5 shoppings da cidade, pra atravessar a rua e comprar um card-reader da Sony. Deixei o meu no Brasil. Bom, eu não tava com muita intenção de ficar batendo perna, mas resolvi almoçar num restaurante charmosinho que abriu lá, mais um. Salada, sopinha, prato principal, sobremesa e fruit tea. É um suco-chá que eles fazem aqui com muita fruta dentro. Uma delícia!

Aí fui tomar um espresso no Starbucks pra fechar o almoço, mas estava cheio demais, então resolvi ir ao supermercado que fica no subsolo. Todo shopping aqui tem supermercado no subsolo. Assim como hospitais, estação de trem, e lojas de departamento também. Bom, comprei umas comidinhas, e aí eu me lembrei o quanto eu gosto de morar aqui.

É estranho como eu me adapto na muvuca Taiwanesa. Fico puta da cara demais com a quantidade de bagunça, mas esse é o jeito do país. Aí passei a gostar e sinto falta disso. Eu adoro ver a dualidade estampada em cada esquina. Os mais de 80 mil templos me alegram o coração. É eu gosto daqui...
Mais especificamente nesse shopping que se chama "21", nesse subsolo, tem vários cafés e a Eslite, a minha livraria. Poderosa eu??!!

Eu gosto das livrarias lotadas, dos cafés charmosos, barulhentos e assim que eu saí do supermercado e olhei em volta, isso foi o que eu vi: vida!

Passei na Eslite, a livraria, comprei uma revista e fui procurar um cafezinho quando dei de cara com um café super charmoso, com um atendimento ótimo. Pra minha surpresa o café era da rede de sorvetes Häagen-Dazs. Tomei um capuccino muito bem feito e muito bem servido, água com um sutil sabor de limão e quase 1 hora de puro "dolce far niente", como sabiamente dizem os italianos. 

 
A foto não está assim uma Brastemp não, mas eu acho que dá pra capitar o local. No verão, vou ficar freguesa da casa! Esse sorvete é bom demais meu Deus! E pelo o que eu vi no cardápio tem cada Sunday, cada Banana Split...Help me God!

Saí de casa hoje as 2 da tarde e só retornei as 8. Fui a banco, farmácia pra comprar "iodeto de potássio" para proteção contra radiação...prevenção é sempre o melhor caminho, e também fui tentar descobrir um endereço de um escritório Budista da fundação Tzu Chi, da linda monja Chen Yen, pra eu levar umas roupas pra doar pro Japão. Nessa empreitada eu não fui feliz. Amanhã saio de novo, tentando mais uma vez. Sair em busca de um endereço aqui não é assim algo tão simples não, pelo contrário! Típico dia de uma moradora de qualquer cidade do mundo, o que me faz senitr muito bem por saber que eu saí da paisagem da janela e deixei a cidade entrar em mim com gosto. Eu criando raízes na Ásia. Quem diria, ninguém diria! Nem nos mais audaciosos pesadelos eu poderia imaginar que um dia eu iria dizer que eu estou criando raízes na Ásia... Eu gosto daqui!

Esse lance do Japão está me deixando de cabelo em pé. Não só pela questão da irradiação, mas pela total irresponsabilidade desses governantes e gananciosos que não trabalham com energia limpa, pondo a vinda de milhares de pessoas em risco. Se o que a gente sabe é sério pra caramba, imagina o que eles ainda escondem.

Ai ai, que Deus nos ajude!




Cheng Yen, fundadora da Fundação Tzu Chi. Eu adoro e sou fã dessa mulher. Ela tem 74 anos!





 **Acho que meu texto tá meio patchwork. São 4:30 da manhã. Amanhã vejo esse alinhavo

9 de março de 2011

Home Sweet Home




Quase dois meses longe de casa...
Faz algumas horas que eu cheguei em casa, depois de uma estadia de 2 semanas na Nigéria e 6 semanas no Brasil.

A viagem foi ótima, como não poderia ser diferente. Muita emoção, muito sentimento resolvido, muita risada, um pouco de lágrima, muitos amigos, muita comida, muita farra, muita guaraná, muita praia, muita chuva e pra encerrar com chave de ouro, muito carnaval.

Essa viagem do Brasil pra cá não é brincadeira não, porque Taiwan é longe pra cacete cara! 28 horas somente dentro da invenção do Santos Dumont, isso sem contar a espera em aeroporto. Lógico, tô exausta demais da conta e morrendo de saudades da minha cama!
Hoje ainda dá pra aguentar de boa, o lance pesado é amanhã por causa da ressaca do fuso horário... Serão uns 3 dias groguinha da silva! Ai da bem que não tem Miolo Reserva, 2009, na parada, senão... depois eu explico!

Viajar é bom demais mas chegar em casa é melhor ainda! Pô, já estou morrendo de saudades do Calanguin. Calanguin é um cara legal, o garoto mais lindo que Deus já fez e meu sobrinho mais novo. O menino é apaixonante.


Agora eu vou ali falar um "Oi" aconchegante pro meu travesseiro. Inté!